Os solos argilosos e siltosos de Criciúma, muitas vezes com presença de rejeitos de mineração de carvão, reagem de forma imprevisível à compactação. A densidade in situ que se mede em campo raramente corresponde à do laboratório, e aí mora o problema. O ensaio de densidade in situ com cone de areia permite verificar o grau de compactação real em aterros, bases de pavimentos e camadas de reforço, conforme a ABNT NBR 7185:2016. Nossa equipe técnica executa o procedimento em pontos estratégicos da obra, seja no Distrito de Rio Maina ou nos novos loteamentos próximos à BR-101. Para caracterizar completamente o solo antes da liberação da camada, combinamos o ensaio de densidade in situ com a granulometria e os limites de Atterberg, fechando o pacote de controle tecnológico que a fiscalização exige.
O cone de areia não mente: se a compactação ficou abaixo do especificado, o ensaio mostra na hora, antes que a camada seja coberta e o defeito vire patologia.
Metodologia e escopo
Fatores do terreno local
O erro mais comum que a gente vê em Criciúma é a construtora liberar a camada de aterro só com base na aparência e na contagem de passadas do rolo. O solo fica lisinho por cima, mas por dentro, a 15 cm de profundidade, está fofo. Resultado: recalque diferencial, trincas no pavimento e, em casos piores, ruptura de tubulações enterradas. Outro deslize frequente é usar o frasco de areia com a areia errada — areia de praia ou de rio, que tem densidade variável e formato de grão irregular, vicia a leitura do volume. Nós só utilizamos areia de Ottawa padrão, com certificado de calibração, e o ensaio de densidade in situ é executado por técnicos com experiência em solos tropicais e subtropicais alterados, típicos do sul catarinense.
Vídeo explicativo
Marco normativo
ABNT NBR 7185:2016 - Solo — Determinação da massa específica aparente in situ, com emprego do frasco de areia, ABNT NBR 6457:2016 - Amostras de solo — Preparação para ensaios de compactação e ensaios de caracterização, DNIT 092/2006 - ES - Determinação da massa específica aparente in situ com emprego do frasco de areia
Outros serviços relacionados
Ensaio de densidade in situ com cone de areia
Determinação da massa específica aparente seca e do grau de compactação em aterros, subleitos e bases granulares conforme NBR 7185.
Controle tecnológico de compactação
Acompanhamento completo com emissão de laudos de liberação de camada, curva de compactação de laboratório e relatório fotográfico georreferenciado.
Investigação complementar de campo
Quando o grau de compactação está baixo, investigamos a causa com sondagens SPT e coleta de amostras indeformadas para avaliar a umidade de campo real.
Parâmetros típicos
Perguntas e respostas
Quanto custa cada ponto de ensaio de densidade in situ com cone de areia em Criciúma?
Cada ponto de ensaio de densidade in situ fica entre R$240 e R$340, dependendo da quantidade de pontos, da distância de deslocamento até a obra e da urgência na emissão do laudo.
Em que tipo de solo o método do cone de areia funciona melhor?
O método se aplica bem em solos coesivos, siltosos e em britas graduadas com tamanho máximo de partícula até 19 mm. Para pedregulhos graúdos ou rachão, o volume do furo fica desproporcional e o ensaio perde representatividade.
Qual a diferença entre o cone de areia e o densímetro nuclear?
O cone de areia é um método destrutivo, mas direto: você escava, mede o volume com areia calibrada e pesa o solo removido. O densímetro nuclear é indireto e exige licença da CNEN. Para obras de menor porte em Criciúma, o cone de areia costuma ser mais prático e não envolve material radioativo.
